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o trânsito não andava, como a vida
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pensava, estagnada na rua cinza molhada de chuva, no limpador de pára-brisa meio quebrado que só lembrava de trocar quando chovia. tal como só lembrava do cachorro quando latia. tal como só lembrava da casa quando chegava o aluguel. tal como se lembrava de si quando adoecia.
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mas estava ali, sã, em dia com as contas e com o cachorro penteado sentado no banco de trás...
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pelo retrovisor, viu o menino descalço trazendo o pedaço de borracha que voara do vidro quando a chuva começou a cair... não, o trânsito e a vida não andavam. e tornavam mais estática a cara da criança na janela sob a chuva.
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