sempre foi meio invertido, só não sabia exatamente onde.
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se chacoalho seu peito e seus pêlos nessa gaiola de costelas é porque quero ouvir aquilo que vem de dentro, mas sem palavras. naturalmente sacudo também sua cabeça, afundo os dedos nos seus ouvidos, tapo-lhe as narinas, afogo minha língua na sua boca: quero que digas como foi, porque foi, quero que seus olhos me vejam e batam como dois corações pulsantes. dois tamborins, dois pontos de mar azul.
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abra os olhos para que eu me veja melhor.

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