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onde estive? perguntava-se olhando o mar. acreditou tão cegamente em
tudo na vida que nesse momento chegou a pensar que ela mesma pudesse ser
só invenção de sua mente... não era.
a verdade é que não existem garantias, não existe nada
escrito, nem mesmo a poesia que finge ler e pensa que escreve. não é
possível ir embora porque não há lugar possível, pessoas assim não são
pertencentes a nada nem a espaço algum, simplesmente seguem. o fluxo da
vida que ela mesma estabelece sozinha, o rebanho caminha, o dia
amanhece, o capim cresce no pasto para ser comido, e segue ruminando a
vida...
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não pensar já seria uma dádiva hoje.
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não pensar já seria uma dádiva hoje.

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